Plano Cohen

A crise econômica e política se abatia nos países capitalistas dês da segunda metade do ano de 1929, prosseguindo incessantemente até o fim de 1933; neste momento o mundo tomou um pequeno folego antes de entrar em uma próxima grande crise, que se abateu quatro anos depois. 1937, os países mal haviam se recuperar de um complicado cenário e em pouco tempo outro já se formou; desemprego se abatia sobre as grandes potencias do mundo.

A falta de estabilidade econômica no mundo criou um quadro onde os embates entre a burguesia e o proletariado. Os estados de extrema direita como a Alemanha, Itália e Japão começavam sua jornada expansionista. Esse momento mundial, que em poucos anos daria base à Segunda Guerra Mundial, fomentou movimentos fortes dos estados com tendências fascistas por todo o globo, e suas influências chegaram ao Brasil.

No ano de 1937 o povo brasileiro já debatia sobre o sucessor de Vargas, porém, o até então presidente interino, tinha planos outros para o rumo político do país. Em um esforço para a manutenção o do poder de Getúlio, uma união do poder executivo e de alguns braços da AIB (Ação Integralista Brasileira), entregaram ao governo o Plano Cohen; um documento que teoricamente se tratava de um plano de uma iniciativa comunista de tomar o Brasil. A divulgação deste criou enorme repercussão, a propaganda anticomunista rondou a sociedade e a mídia; Fato fácil de entender, uma vez que o tal plano previa greve geral e o incêndio de prédios públicos, grandes manifestações populares, que terminariam em saques e depredações e a eliminação de autoridades e forças institucionais que tentassem se opor.

Vargas aproveitou da situação, decretou Estado de Guerra. Utilizou dos novos poderes adquiridos pelo formação do sítio devido a medida recém declarada e removeu do poder seus últimos opositores.

10 de novembro, a Ditadura de Getúlio Vargas, o Estado Novo foi implantado.

Somente em março de 1945 em plena crise do estado que Góes Monteiro, general, expos a fraudulenta composição de fatores que desenhou o cenário politico brasileiro por oito anos. De acordo com seu testemunho, o Plano Cohen foi uma simulação escrita por Mourão Filho, chefe do serviço secreto AIB, e, entregue ao Estado-Maior do Exército pelo capitão Olímpio Mourão Filho. Apesar de saberem da farsa, Plinio Salgado, líder da AIB diz que não se manifestou contra pois acreditava que isso iria desmoralizar as forças armadas, e elas eram as únicas capazes de impedir os comunistas no Brasil, e Mourão Filho, alegou que a disciplina militar imposta a ele o impedia de falar.

Texto: Rafael Patiri

Saber história é entender como chegamos até aqui. Não conhecer história é estar fadado a cometer os mesmos erros do passado.

O Plano Cohen é uma das inspirações de Pytuna.

Lançamento: Julho/2020

Published by Projeto Pytuna

Série para ouvir disponível 28/07/20 no Spotify & Deezer. ✉ Quer contribuir com o projeto? Contato: projetopytuna@gmail.com

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