Episódio Piloto – Estação Nacional Libertadora

Descrição
Os jornalistas Clarissa e Francisco fazem a primeira transmissão clandestina da “Estação Nacional Libertadora”, para denunciar as atrocidades do Novo Regimento.

Elenco: Carla Martelli, Eduardo Silva, Renan Alonso e Vitor Paranhos,
Participação Especial: Amanda Costa, Carla Gmurczyk, Liana Padilha.
Roteiro e Direção: Vitor Paranhos
Mixagem e Edição: Rafael Patiri
Design, Conteúdo e Produção: Francesco Crisci

Disponível também em:

Castbox: https://castbox.fm/podcasts/pytuna?country=br

Deezer: https://www.deezer.com/br/show/1563332

Soundcloud: https://soundcloud.com/projeto-pytuna-podcast/episodiopiloto

APOIE – Seu apoio fortalece nossas transmissões

“Pytuna” é um Podcast de Ficção em formato de série. Uma releitura das rádios novelas de antigamente, a trama narra as desventuras dos nossos protagonistas após a acensão de um governo totalitário. Com o fim da liberdade de expressão, e  após o controle  dos meios de comunicação pelo Novo Regimento, nossos heróis fundam a Rádio Pytuna, afim de narrar os horrores da censura e articular o contra-ataque.

Somos um projeto independente composto por dubladores, atores, dançarinos, performers, e designers. Nosso casting conta com as vozes brasileiras de produções consagradas como “La Casa de Papel”“Rick and Morty”“Glow”,  “Final Space” e o filme “A Barraca do Beijo”.

Todos os artistas envolvidos acreditaram no projeto e gentilmente cederam seus talentos, sem o vislumbre financeiro imediato.  Esta campanha é para arrecadar fundos para remunerar os artistas pelos serviços prestados.  Como o compromisso social é um dos alicerces do projeto, parte do lucro será destinado à “Associação Guarani Nhe’en Porã”.

Precisamos de sua ajuda para continuarmos com nossas transmissões. Para dar continuidade ao projeto, e claro, amplia-lo, contamos com sua ajuda ouvinte! Iniciamos este financiamento coletivo mensal através da plataforma APOIASE, permitindo receber contribuições a partir de R$ 15,00

Formas de contribuição:

– R$ 15,00 – Contribua e Ganhe 1 PopArt Exclusiva (Receba em até 5 dias úteis);

 R$ 40,00 – Contribua e Ganhe 1 Workshop de Introdução à Maquiagem Social com Morana Evermore (Online – Via Zoom com hora marcada);

 R$ 50,00 – Contribua e Ganhe 1 Workshop de Introdução à Dublagem com VItor Paranhos (Online – Via Zoom com hora marcada);

– R$ 60,00 – Contribua e Ganhe 1Workshop de Introdução ao Photoshop com foco em PopArt (Online – Via Zoom com hora marcada);

– R$ 100,00 – Contribua e Ganhe 1 Workshop de Introdução à Maquiagem Drag com Morana Evermore (Online – Via Zoom com hora marcada)

Todos os Workshops dão direito a certificado de participação. Para saber sobre os horários disponíveis, contate nossa equipe através de projetopytuna@gmail.com com o assunto: WORKSHOP.

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Plano Cohen

A crise econômica e política se abatia nos países capitalistas dês da segunda metade do ano de 1929, prosseguindo incessantemente até o fim de 1933; neste momento o mundo tomou um pequeno folego antes de entrar em uma próxima grande crise, que se abateu quatro anos depois. 1937, os países mal haviam se recuperar de um complicado cenário e em pouco tempo outro já se formou; desemprego se abatia sobre as grandes potencias do mundo.

A falta de estabilidade econômica no mundo criou um quadro onde os embates entre a burguesia e o proletariado. Os estados de extrema direita como a Alemanha, Itália e Japão começavam sua jornada expansionista. Esse momento mundial, que em poucos anos daria base à Segunda Guerra Mundial, fomentou movimentos fortes dos estados com tendências fascistas por todo o globo, e suas influências chegaram ao Brasil.

No ano de 1937 o povo brasileiro já debatia sobre o sucessor de Vargas, porém, o até então presidente interino, tinha planos outros para o rumo político do país. Em um esforço para a manutenção o do poder de Getúlio, uma união do poder executivo e de alguns braços da AIB (Ação Integralista Brasileira), entregaram ao governo o Plano Cohen; um documento que teoricamente se tratava de um plano de uma iniciativa comunista de tomar o Brasil. A divulgação deste criou enorme repercussão, a propaganda anticomunista rondou a sociedade e a mídia; Fato fácil de entender, uma vez que o tal plano previa greve geral e o incêndio de prédios públicos, grandes manifestações populares, que terminariam em saques e depredações e a eliminação de autoridades e forças institucionais que tentassem se opor.

Vargas aproveitou da situação, decretou Estado de Guerra. Utilizou dos novos poderes adquiridos pelo formação do sítio devido a medida recém declarada e removeu do poder seus últimos opositores.

10 de novembro, a Ditadura de Getúlio Vargas, o Estado Novo foi implantado.

Somente em março de 1945 em plena crise do estado que Góes Monteiro, general, expos a fraudulenta composição de fatores que desenhou o cenário politico brasileiro por oito anos. De acordo com seu testemunho, o Plano Cohen foi uma simulação escrita por Mourão Filho, chefe do serviço secreto AIB, e, entregue ao Estado-Maior do Exército pelo capitão Olímpio Mourão Filho. Apesar de saberem da farsa, Plinio Salgado, líder da AIB diz que não se manifestou contra pois acreditava que isso iria desmoralizar as forças armadas, e elas eram as únicas capazes de impedir os comunistas no Brasil, e Mourão Filho, alegou que a disciplina militar imposta a ele o impedia de falar.

Texto: Rafael Patiri

Saber história é entender como chegamos até aqui. Não conhecer história é estar fadado a cometer os mesmos erros do passado.

O Plano Cohen é uma das inspirações de Pytuna.

Lançamento: Julho/2020

Guerra dos Mundos

Em 30 de outubro de 1938, véspera de Halloween, a rede americana CBS fez uma edição especial do programa “Mercury Theater on the Air” para celebrar a data especial. A obra escolhida para ser dramatizada foi o livro do escritor inglês H.G. Wells  “ A Guerra dos Mundos”, que narra uma invasão alienígena ao planeta Terra.

O jovem diretor Orson Welles, que mais tarde ficaria famoso com o filme Cidadão Kane, foi o responsável por contar a história em formato jornalístico, dando um tom bastante realista à transmissão. 

A notícia, relatada em diversos boletins que interrompiam a programação normal da rádio,  primeiramente informava que uma série de explosões haviam sido percebidas em Marte. Em seguida, que um meteoro havia caído em Nova Jersey, nos EUA, matando mais de 15 mil pessoas. Mais tarde, disseram que o meteoro era na verdade uma nave, da qual marcianos haviam sido vistos saindo com armas de lazer na mão.

Tudo foi tão convincente, que antes mesmo que a transmissão acabasse, o pânico já estava instaurado. Milhares de ligações para a polícia, os bombeiros e os hospitais colocaram os EUA de prontidão para realmente lutar contra os alienígenas. 

A verdade, porém, é que não passava de uma espécie de rádionovela – que, nas mãos de um gênio como Orson Welles, se tornou uma inacreditável verdade. (FONTE: Hypeness)

Com o advento da internet, como saber o que é real e o que é fake news?

“Guerra dos Mundos” é uma das referências de Pytuna.

Ficção

Ficção no Dicionário: 1. Ato de fingir; fingimento 2. Elaboração, criação imaginária, fantasiosa ou fantastica; fantasia.

Segundo o psicanalista Jaques Lacan, “A verdade tem uma estrutura, se podemos dizer, de ficção”. A psicologa Fernanda Furlan explica: “A verdade que constitui cada um de nós é sempre vestida pelo imaginário, pelas narrativas que criamos acerca da realidade. Essa é a forma como organizamos singularmente nosso mundo psíquico. Em última analise são essas ficções individuais que criam sentidos para nossa vida e para nossa história.”

Para Stephen King (Escritor): “A ficção é a verdade dentro da mentira”

Pytuna é uma obra de ficção inspirada em acontecimentos reais.

O Rádio no Brasil

A primeira transmissão oficial de rádio no Brasil aconteceu em 7 de setembro de 1922, no Rio de Janeiro (antiga capital do pais), na comemoração do Centenário da Indenpendência do Brasil. O programa foi um discurso do presidente da época, Epitácio Pessoa e contou com trechos da ópera “O Guarani”. O transmissor veio de uma empresa estrangeira (Western House), que emprestou o aparelho com intuito de exportar a tecnologia. Feita a transmissão, o governo da época não quis renovar a concessão da mídia. Somente após um ano, graças a Edgard Roquete Pinto (médico e professor) em conjunto dos intelectuais e membros da academia de ciências, surge a segunda rádio no Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro que existe até hoje! Atualmente com o nome de radio MEC AM (radio MEC FM Rio de Janeiro),a emissora promove cultura e educação.

O rádio é democrático, acessível e promove a cultura. Se não fosse por Edgard, quando teríamos acesso ao Rádio no Brasil? 🤔

“O rádio não confina você. O rádio, através dos seus ouvidos liberta você. Eu acho isso fantástico!” – Fernanda Montenegro

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Em julho deste ano, acontece a primeira transmissão da Rádio Pytuna. 🌘

Fique ligadx!